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28 DE JUNHO É DIA DE CELEBRAR O ORGULHO!



Há 52 anos atrás, em Nova York, acontecia a chamada "Rebelião de Stonewall". Nessa época, por conta da enorme discriminação e das leis de proibição à homossexualidade, o número de estabelecimentos dedicados ao público LGBT+ era bem pequeno, além disso, estes locais eram frequentemente alvo de operações de repressão da polícia, institucionalmente homofóbica. O "Stonewall Inn" era o único bar em Nova York que ainda era um espaço para LGBTs. Por essa razão, a polícia costumava sempre prender os funcionários e agredir os clientes.


Em uma dessas ações, no dia 28 de junho de 1969, estourou um grande ato de resistência contra a repressão policial. Uma mulher lésbica, Stormé DeLarverie, foi severamente agredida pela polícia, mesmo machucada, continuou reagindo, virou-se para a multidão em frente ao bar e questionou: "Por que vocês não fazem alguma coisa?" Provocando uma grande reação das pessoas. No dia seguinte, milhares de LGBT+ voltaram ao lugar para continuarem os protestos. A revolta foi liderada pelas travestis Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera e marca um momento histórico importantíssimo na luta contra o conservadorismo e pelo direito aos nossos corpos e vidas.

No Brasil, o Partido dos Trabalhadores foi o primeiro partido a tornar a luta pelos direitos LGBTQIA+, uma luta institucional. No momento em que o debate acerca da estigmatização do vírus HIV sobre LGBTs surgiu, parlamentares petistas saíram em defesa do movimento por meio de propostas e ações na garantia da universalidade do acesso à saúde, da educação plural e sem preconceitos, da garantia de direitos humanos, civis e sexuais. José Genoíno foi o principal defensor da inclusão do termo “orientação sexual” na Constituição Federal.


Nas décadas de 80 e 90, foi o PT quem apresentou candidaturas LGBT+s. Sendo a primeira candidatura gay no ano de 1986. Ex-guerrilheiro contra ditadura, Hebert Daniel, candidatou-se a deputado estadual pelo PT, no Rio de Janeiro. Homossexual assumido e militante no embrionário movimento LGBT no Brasil, Hebert fez parte da luta armada e conviveu com pessoas como o capitão Carlos Lamarca e a ex-presidenta Dilma Rousseff. Ele foi um dos últimos brasileiros a voltar do exílio, na década de 1980.


Em 1996, dez anos depois de Herbert, foi a vez de Virginia Figueiredo. A primeira lésbica assumida a se candidatar a um cargo eletivo no Rio e a primeira candidatura lésbica do PT. Seus objetivos, ditos em entrevista à Folha, na época, eram a criação da visibilidade lésbica, a defesa do [direito ao] aborto e “tudo pelo que uma feminista lutaria”.



No começo dos anos 2000, o núcleo LGBT do PT se tornou “Setorial” e, em julho de 2017, nasceu a Secretaria Nacional LGBT. Mais uma forma de institucionalizar essa luta e garantir a representatividade nos espaços de decisão do partido. Assim, o PT segue com o seu pioneirismo na luta por Direitos Humanos e prova-se um partido democrático, que mostra na prática o que é respeitar e promover a diversidade.


Confira abaixo 13 vezes em que o PT promoveu conquistas para a população LGBTQIA+:

2004

Criação do programa “Brasil sem Homofobia”

2005

Fortalecimento do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos LGBT

2008

Realização da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT

2009

Criação da Coordenação Geral de Promoção dos Direitos de LGBT

2010

Criação do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT

Extensão de direito de declaração conjunta para casais homoafetivos pelo Ministério da Fazenda

2011

Criação do módulo LGBT no Disque 100

Elaboração do 1º Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil

Realização da 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT

2013

Alterações no SUS para contemplar o atendimento completo para travestis, transexuais e transgêneros, como terapia hormonal e cirurgias. A identidade de gênero passou também a ser respeitada, com a inclusão do nome social no cartão do SUS.

Reconhecimento dos direitos de casais de mesmo sexo no serviço público federal

Assinatura do governo brasileiro à Convenção contra Todas as Formas de Discriminação e Intolerância da Organização dos Estados Americanos

Criação do Sistema Nacional de Promoção de Direitos e Enfrentamento à Violência contra LGBT

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