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Uma criança baleada a cada 17 dias no Grande Rio

Os dados, divulgados pela jornalista Cecília Olliveira, diretora do Instituto Fogo Cruzado, são estarrecedores e inaceitáveis. O Instituto participou da Audiência Pública sobre letalidade policial no Rio de Janeiro, realizada na segunda, 19 de abril. A audiência, convocada para debater a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, integra um conjunto de ações que vão subsidiar o Estado do Rio de Janeiro na elaboração do plano de redução da letalidade policial.


Cecília mostrou que, em 5 anos, houve mais de 30 mil tiroteios na região metropolitana, resultado da ausência de forças de segurança nos territórios e de uma atuação policial que prioriza o confronto ao invés de ações de inteligência.

No Rio, em mais de ¼ do total dos tiroteios houve a presença de agentes de segurança. Estas ações resultaram em 60% dos mortos e 80% dos feridos.


Um dos efeitos do descontrole da violência armada no Rio de Janeiro, denuncia Cecília, é o medo da chamada “Bala Perdida”. Em março de 2018 uma pesquisa do Datafolha indicou que 92% dos cariocas tinham medo de serem vítimas. Os números não só indicam que eles não estavam errados, como também mostram que a política de segurança baseada no confronto aumentou o risco para a população.

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